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  Investidores

Mundialmente (entenda-se, no Vale do Silício), a inovação em Tecnologia da Informação é basicamente obtida do encontro de capital de risco, de centros de excelência (universidades) e de jovens empreendedores que atuam tipicamente como a centelha que deflagra reações em cadeia – ondas de inovação que se propagam globalmente, criando no seu rastro empreendimentos grandes e rentáveis.

As grandes multinacionais são responsáveis por quase a totalidade da inovação incremental, mas as grandes rupturas freqüentemente vêem de lugares inesperados – uma ruptura introduzida por uma grande empresa sempre é um grande e raro feito, como o caso da Apple e seu iPhone.

As demais regiões do mundo tentam replicar o fenômeno americano, e o seu modelo de capital de risco é uma das primeiras coisas a ser mimetizada. Todavia, as condições locais e a própria distância do epicentro da indústria, sempre geram desajustes entre o que um investidor espera e a dinâmica do empreendimento (gênese, desenvolvimento, expansão e internacionalização).

No Brasil não é diferente. Na verdade, vinte anos após a reserva de informática, a indústria nacional ainda pena para globalizar-se, a despeito de toda a atividade do capital de risco e das sistemáticas políticas governamentais de fomento.

Sabendo que não faríamos tecnologia básica, a Invit sempre buscou aplicar as tecnologias mundiais nos contextos práticos a que estava exposta. Aplicar tecnologia exige competência de entendimento de negócio, desde o âmbito estratégico até o operacional, o que possibilita soluções relevantes ao negócio e com alto valor ao usuário (funcionalidade e usabilidade).

Essa é a massa crítica que, entendemos, substitui equivalentemente o ambiente inovador do Vale do Silício. No Brasil, com os célebres e crônicos problemas particulares de um país em desenvolvimento, há muito o que fazer. E uma empresa com competência de aplicar tecnologia a partir da ótica de solução (de negócio), certamente será um berçário de idéias. Idéias que nascem globalizadas, à medida que esse mesmo país começa a dar grandes passos rumo à evidência internacional.

Assim, hoje a Invit conduz três empreendimentos, todos nascidos de particularidades regionais, com aplicação de tecnologias no estado-da-arte, com industrialização de conhecimento e competências, geridos sob as melhores práticas administrativas, organizacionais e técnicas.

Buscamos investidores interessados em empreendimentos com alta escala, mas que sejam duradouros – que consigam sobreviver num mundo globalizado e que, mesmo incorporados, o sejam para compor e integrar uma proposta maior de um comprador estratégico – e não simplesmente como uma alternativa dele ao crescimento vegetativo.

Isto significa, apenas, que o capital que procuramos é o capital que, acreditamos, o Brasil (e qualquer país periférico em relação à Indústria de TI) precisa: um capital que nutra e mantenha as raízes empreendedoras aqui, enquanto potencializa empreendimentos de classe mundial.

 
 
     
     
     
   
     
     
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